Este é um blog de uma pessoa que é curiosa sobre moda e quer descobrir mais. Música, cinema, video clipes, sites e otras cosas mas que são bacanas. Porque a gente quer comida, diversão e arte!
Assim deveria se chamar a versão punk rock quase Tim Burton de Branca de Neve e os sete anões. Ou melhor, Branca de Neve e o Caçador, a outra versão do conto dos irmãos Grimm adaptada por Hollywood. Diferente da primeira versão que é pop, essa segue um rumo mais punk rock, um estilo gótico que cativa o espectador.
A história é sobre a famosa Rainha Má que deseja matar a Branca de Neve e decide contratar um caçador para cometer o ato. Até aí tudo normal, mas as circunstâncias que levam a Rainha a decidir matar a princesa não são somente a inveja pura, mas a concretização de um feitiço feito pela mãe de Ravenna (o nome da Rainha Má) quando ela ainda era criança. Esse tal feitiço só pode terminar ou continuar se ela tiver o coração da Branca de Neve. Aí que entra em ação o Caçador, vivido por Chris Hemsworth. Esqueça Thor e suas atitudes de menino mimado. Chris consegue se livrar mais de Thor do que Kristen de Bella. Ele interpreta um caçador bêbado que afoga as mágoas da morte da esposa no álcool. Sabendo desse ponto fraco, a Rainha Má o chantageia para matar a princesa. Só que ela não contava que ele se afeiçoasse pela Branca de Neve e rompesse o acordado.
A ação pega pra capar começa com todo gás quando o Caçador e a Princesa entram na Floresta Negra e enfrentam a magia que a floresta tem. E é nela que eles encontram os oito anões (sim, oito!) que decidem ajudar a princesa a enfrentar os poderes de Ravenna. O que faz desse filme um diferencial é o modo como o diretor resolveu dar vida ao conto infantil. Ele separou bem os dois mundos: o gótico escuro da Rainha Má e o colorido vivo da natureza quando a Princesa entra na floresta chamada de Santuário. O figurino de Ravenna é um espetáculo a parte, principalmente perto do final do filme, quando ela assume uma postura mais má e ganha contornos de pássaros negros em seu vestuário. Se você achar essas cenas parecidas com “Frozen” de Madonna, não vai ser mera coincidência, pois a referência ao clipe feito por Chris Cunningham é clara.
Mas o filme é da Charlize Theron, já que por mais que Kristen se esforce para ser uma princesa ativa e guerreira, ainda não tem as condições para duelar de verdade com Charlize, que apesar de começar a película como uma rainha botulínica, ao decorrer da trama, ela vai ganhando ares de rainha louca e obcecada pelo seu objetivo de conseguir o coração da princesa. Suas roupas escuras ajudaram ainda mais na composição do personagem e ela toma o filme para si, juntamente com os outros personagens secundários, como os anões.
Opa, e voltemos ao conto de fadas. Outro ponto interessantíssimo é o rumo que toma a conhecida love story da princesa Branca de Neve com o Príncipe Encantado, que são separados ainda crianças quando a Rainha Má mata o Rei pai da Branca de Neve e toma o reino, expulsando a maioria dos moradores. Aí eu pergunto: lembra do título do filme? Ah e não se preocupe, não chega a ser um spoiler destruidor de narrativas.
A lição de moral? Ainda há blockbusters bem feitos. Ainda há adaptações de contos de fadas bacanas. Eu fico me perguntando como seria se Tim Burton estivesse na direção, como seria o resultado.
Antes que esqueça: sim, há saída para a falta de tino de interpretação para Kristen Stewart: trabalhar com Lars Von Trier. Aí ela vai aprender a interpretar de verdade e se livrar da pálida e insossa Bella do vampiro Edward.
E eis que as capas voltaram! Esse mês resolvi colocar a capa da Estilo porque simplesmente o vestido que Nathalia Dill está usando é coisa pra tapete vermelho nenhum botar defeito. As tops brasileiras reinam nas edições da Vogue e Elle. Qual foi a sua capa favorita?
Uma história de amor fora do convencional. Assim é o filme "O marido da cabeleireira". Sem aqueles clichês previsíveis dos temas amorosos, a narrativa vai em cima da paixão desenfreada que o pequeno Antoine tem pela sua primeira cabeleireira. Por causa dessa paixão, ele define como objetivo de vida se casar com uma. O tempo passa e finalmente ele encontra o objeto de seu desejo e concretiza o seu sonho. Aí que começa o desenrolar da trama: a emoção forte que domina os dois, a calma de suas vidas, os clientes peculiares que aparecem no salão e a vida encerrada de um pelo outro.
Um ponto favorável ao filme de Patrice Leconte é a forma como é conduzido. O enlace amoroso mostra um senhor de quase meia idade apaixonado e cheio. de vida como o protagonista e não um galã efêmero do momento. A cabeleireira é uma bela atriz que ilumina a tela com uma mulher extremamente enamorada. Jean Rochefort e Anna Galiena dão aos personagens toda a voluptuosidade necessária e ainda criam uma atmosfera onírica no filme.
A fotografia é de um colorido perfeito, caindo como luva na história do casal. E as cenas são de muito bom gosto. Destaque para a que le petit Antoine dança em frente ao mar e aquelas em que ele brinca com seus amigos na praia. Sim, e a cena final em que o adulto Antoine dança no salão, enquanto conversa com um cliente. A revelação? O ator que faz o protagonista na fase de criança, Henry Hocking. O cinema tem a mão certa para descobrir talentos logo cedo. E esse garotinho encanta!
A trilha sonora é marcada pela música árabe que acompanha Antoine em toda sua vida, fazendo parte de todos os momentos importantes e definitivos de sua existência.
E ao fim da sessão da Coiffeusse, o corte sai muito bem. O filme é ótimo e tem uma reviravolta de tirar o fôlego daqueles que ainda achavam que era uma história comum. Opção de primeira para quem gosta de bons filmes com belas narrativas.
O projeto Arte por Perto está na sua terceira edição e dessa vez, a artista escolhida foi Patrícia Sousa e suas aquarelas. Na exposição entitulada "Ser Nuvem", Patrícia mostrou um traço surrealista forte em suas pinturas. A inspiração para fazer as imagens surgiu quando ela decidiu retratar a forma humana sem ser uma cópia exata do corpo. Aí surgiram os olhos no lugar dos braços, a atmosfera onírica e as nuvens. A exposição foi incrementada com trilha sonora do Rosa de Pedra, Karina Buhr, Mestre Ambrósio dentre outros, sem falar no suco de uva e nos suspiros coloridos. Para a vista e para o paladar!
Achou interessante? As pinturas estão expostas na banca Arte por Perto, de Juliane Ataíde, que fica no camelódromo do Centro da Cidade. Sempre acontece aos sábados começando por volta das 9:30 da manhã.
E no Mango Fashion de 2012, as meninas de preto se destacaram: Kate Moss e Scarlett Johansson com seus pretinhos pra lá de básicos. Uma no estilo boyish e outra no girlie. Qual o seu favorito?
Trilogia blockbuster hollywoodiana é um caso para se desconfiar da narrativa do filme. Mais precisamente de um que sucede outro não tão bom assim. Essa era a receita que Homens de Preto 3 poderia ter seguido. Poderia, mas não seguiu. O diretor Barry Sonnenfield decidiu fazer uma história para apagar de vez o Homens de Preto 2 e conseguiu uma terceira parte com todos os elementos: humor, criatividade, uma pitada de drama e claro, muita meleca.
A história toda acontece quando Boris, the Animal foge da prisão que fica na lua, decide voltar no tempo e matar o agente que decepou seu braço e o enviou para a prisão por 40 anos: o agente K. E para evitar que desgraça maior aconteça, o agente J também volta no tempo para tentar consertar os erros que foram cometidos ainda na década de 60, mais precisamente em 1969, no dia do lançamento da Apollo 11 no Cabo Canaveral. A partir daí, se desenvolvem ações e muitas piadas que se você não matou as aulas de história e geografia, vai entender muito bem. Ele também conta a origem da amizade e escolha de K por J para ser seu parceiro de trabalho. Muita coisa é explicada no filme e ao seu final, tem um toque de drama que pega os desavisados.
Mas o que mais me chamou a atenção no filme foi a boa atuação de Josh Brolin. Sabe aquele menino dos Goonies? Ele cresceu e fez um filme maravilhoso chamado Onde os fracos não tem vez. E caiu como luva nesse Men in Black 3 no papel do agente K mais novo no auge da década do rock e da moda. Além de ser parecido fisicamente com Tommy Lee Jones, ele mostrou um lado mais humano e alegre do sempre entufado K dos dias atuais. Sem falar também em Will Smith, que vestiu tão bem como em Men In Black 1 o uniforme da organização. E também temos a ótima participação de Emma Thompson como a agente O e paixão platônica de K. Sim, e mais uma vez temos um pop star como alienígena: Lady Gaga. No outro filme, o top E.T era Michael Jackson.
Na perseguição aos E.T’s, Homens de Preto 3 é uma boa diversão. Pode ser comercial, pode dar muito lucro, mas isso não tira o brilho que o filme tem, se igualando ou ficando até melhor que o primeiro da trilogia.