
Este é um blog de uma pessoa que é curiosa sobre moda e quer descobrir mais. Música, cinema, video clipes, sites e otras cosas mas que são bacanas. Porque a gente quer comida, diversão e arte!




Tudo segue calmo até que os pais decidem agir pior que os filhos e partem para a agressão verbal e até física. O estopim é o abuso de Alan e seu celular, que nunca para de tocar e mostra o pouco caso que ele trata sua vida familiar. Uma das cenas marcantes é quando Nancy perde a paciência e joga o aparelho telefônico dentro de um jarro de tulipas. A cena que se segue a essa também é ótima, com o ataque de risos de Kate e Jodie ao ver o desespero de Alan quando ele “perde” o celular, que tem sua vida toda dentro. A partir daí, todos perdem o senso, falam demais e até tem uma DR, já que eles desabafam como são infelizes em seus relacionamentos.
A briga dos filhos é o pano de fundo para levar à tona toda a fragilidade existente nos relacionamentos dos pais. Comodismos, falta de afeto, excesso de trabalho são mascarados em nome dos filhos e por causa deles, aparece.

Mas o grande achado do filme é como o diretor trabalhou com apenas um cenário e não deixou a narrativa fraca ou cansativa. A pouca cenografia mostrou a competência de Polanski ao fazer um filme para bons atores. No caso, ótimas atrizes, já que elas dominam a película com suas fortes interpretações. Os diferentes ângulos, closes, tomadas e câmeras movimentadas dão toda uma vida ao que seria um resultado fatídico se caísse em mãos erradas. Ainda bem que caiu nas belas mãos de Roman Polanski, que soube dosar até a duração do filme, que nem chega a uma hora e meia, tudo em nome do desenvolvimento da história.
Carnage tem seus toques de humor, drama e nos dá um Polanski diferente daquele que estamos acostumados a ver e um filme que também merece ser visto. E o melhor, nos instiga a ver as outras obras cinematográficas dele.
Por Sandra Martins.




Mas o filme é da Charlize Theron, já que por mais que Kristen se esforce para ser uma princesa ativa e guerreira, ainda não tem as condições para duelar de verdade com Charlize, que apesar de começar a película como uma rainha botulínica, ao decorrer da trama, ela vai ganhando ares de rainha louca e obcecada pelo seu objetivo de conseguir o coração da princesa. Suas roupas escuras ajudaram ainda mais na composição do personagem e ela toma o filme para si, juntamente com os outros personagens secundários, como os anões.
Opa, e voltemos ao conto de fadas. Outro ponto interessantíssimo é o rumo que toma a conhecida love story da princesa Branca de Neve com o Príncipe Encantado, que são separados ainda crianças quando a Rainha Má mata o Rei pai da Branca de Neve e toma o reino, expulsando a maioria dos moradores. Aí eu pergunto: lembra do título do filme? Ah e não se preocupe, não chega a ser um spoiler destruidor de narrativas.
A lição de moral? Ainda há blockbusters bem feitos. Ainda há adaptações de contos de fadas bacanas. Eu fico me perguntando como seria se Tim Burton estivesse na direção, como seria o resultado.
Antes que esqueça: sim, há saída para a falta de tino de interpretação para Kristen Stewart: trabalhar com Lars Von Trier. Aí ela vai aprender a interpretar de verdade e se livrar da pálida e insossa Bella do vampiro Edward.
Por Sandra Martins.

Trilogia blockbuster hollywoodiana é um caso para se desconfiar da narrativa do filme. Mais precisamente de um que sucede outro não tão bom assim. Essa era a receita que Homens de Preto 3 poderia ter seguido. Poderia, mas não seguiu. O diretor Barry Sonnenfield decidiu fazer uma história para apagar de vez o Homens de Preto 2 e conseguiu uma terceira parte com todos os elementos: humor, criatividade, uma pitada de drama e claro, muita meleca.
A história toda acontece quando Boris, the Animal foge da prisão que fica na lua, decide voltar no tempo e matar o agente que decepou seu braço e o enviou para a prisão por 40 anos: o agente K. E para evitar que desgraça maior aconteça, o agente J também volta no tempo para tentar consertar os erros que foram cometidos ainda na década de 60, mais precisamente em 1969, no dia do lançamento da Apollo 11 no Cabo Canaveral. A partir daí, se desenvolvem ações e muitas piadas que se você não matou as aulas de história e geografia, vai entender muito bem. Ele também conta a origem da amizade e escolha de K por J para ser seu parceiro de trabalho. Muita coisa é explicada no filme e ao seu final, tem um toque de drama que pega os desavisados.
Mas o que mais me chamou a atenção no filme foi a boa atuação de Josh Brolin. Sabe aquele menino dos Goonies? Ele cresceu e fez um filme maravilhoso chamado Onde os fracos não tem vez. E caiu como luva nesse Men in Black 3 no papel do agente K mais novo no auge da década do rock e da moda. Além de ser parecido fisicamente com Tommy Lee Jones, ele mostrou um lado mais humano e alegre do sempre entufado K dos dias atuais. Sem falar também em Will Smith, que vestiu tão bem como em Men In Black 1 o uniforme da organização. E também temos a ótima participação de Emma Thompson como a agente O e paixão platônica de K. Sim, e mais uma vez temos um pop star como alienígena: Lady Gaga. No outro filme, o top E.T era Michael Jackson.
Na perseguição aos E.T’s, Homens de Preto 3 é uma boa diversão. Pode ser comercial, pode dar muito lucro, mas isso não tira o brilho que o filme tem, se igualando ou ficando até melhor que o primeiro da trilogia.
Por Sandra Martins.

Palma de Ouro
“Amour”, de Michael Haneke (França)
Grande Prêmio do Júri
“Reality”, de Matteo Garrone (Itália)
Melhor Atriz
Cosmina Stratan e Cristina Flutur, por “Dupã Dealuri”, de Cristian Mungiu (Romênia)
Melhor Ator
Mads Mikkelsen, por “Jagten” (A Caça), de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
Melhor Diretor
Carlos Reygadas, por “Post Tenebras Lux” (México)
Melhor Roteiro
“Dupã Dealuri” (Além das Colinas), de Cristian Mungiu (Romênia)
Prêmio do Júri
“The Angel’s Share”, de Ken Loach (Reino Unido)
Caméra d’Or – melhor filme de diretor estreante
“Beasts of the Southern Wild”, de Behn Zeitlin (EUA)
Melhor curta-metragem
“Silêncio”, de L. Rezan Yesilbas (Turquia)
Fonte: Google Images.
Google news.









O que realmente chama a atenção no filme é a forma como a trama foi conduzida, fugindo do machismo do conto original e seguindo a linha “princesa independente” que iniciou com o Alice de Tim Burton. Nesse, a princesa além de conseguir o reino de volta para o pai, ainda consegue se casar com o príncipe e se livrar da Rainha Má. É uma boa pedida pro programa vespertino, sem falar no detalhe que está na sessão das 15:00 no cinemark. Se você gosta de contos de princesas na telona, é uma boa chance de ver uma versão inusitada da menina da maçã.
Por Sandra Martins.

Cinema e moda: esse é um assunto que rende e que tem muita coisa boa feita que teve o fashion style como inspiração. Foram vários os filmes que tiveram grandes estilistas como montadores de figurinos, tais como as contribuições de Jean Paul Gaultier para as películas de Almodóvar. Aproveitando a oportunidade, o blog fez uma enquete com um pessoal entendido de moda e eles falaram quais os filmes surgem em suas cabeças quando se fala em moda.
Rose Freitas, do Devaneios Fashion: “Eu lembro de Pret-a-Porter porque marcou minha infância, mas me lembro muito de Sabrina tb.”
Glaucia Rebouças, Toli: “Bonequinha de luxo, Uma Linda Mulher, Sabrina ...”
Ian Bernardino, do Morbid Glamour: “Funny Face com a Audrey Hepburn e Clueless com a Alicia Silverstone.
E claro, O Diabo Veste Prada.
Ana Lu Fragoso, do Oxente Menina: O Diabo Veste Prada
Luana Mester, do De Carona na Moda: “o que me fez lembrar primeiro foi o filme Maria Antonieta... acho que pelos vestidos mais elaborados e lembra bastante do livro sobre história da moda “
Alexandre Gomes, do Xique-Xique: “Me Vem na cabeça W.E. Dirigido pela Madonna, o meu preferido é o italiano Senso e o Conde de Monte Cristo!“
Max Almeida, do Moda do Brasil: “Bonequinha de luxo (antigamente) dias de hoje (o diabo veste Prada)”
Qual o filme que tem mais a cara da moda pra você?
Por Sandra Martins.
O ARTISTA
O prêmio maior da cerimônia deste ano foi para um bom filme. Meu coração, no entanto, batia mais forte por “A Árvore da Vida” e adoraria tê-lo visto vitorioso. Nada mais inusitado do que fazer, em pleno século 21, um filme mudo e em preto em branco, enquanto grande parte da indústria cinematográfica está se rendendo a avanços tecnológicos como a evolução do 3D e do motion capture. O enredo é, em si, extremamente simples, pouco original e previsível. Mas isso pouco importa. A última preocupação do filme é soar original, ou melhor, no caso dele, ser original é justamente imitar um modelo "fora de moda". Desde a primeira sequência, Hazanavicius nos mostra que se trata de um filme de alto teor metalinguístico. O diretor faz uso de diversos recursos típicos do cinema antigo, nos brindando com ótimas gags visuais, sobreposição de imagens, utilizando com frequência a transição de íris (círculo), brincando com a iluminação, com os estilos e gêneros (indo da comédia pastelão ao melodrama e passando pelo aventura de capa e espada, e até mesmo pelo expressionismo alemão numa ótima sequência de sonho). O diretor francês prova não apenas gostar da era de ouro hollywoodiana, como também ser um profundo conhecedor da mesma. O filme faz referências a diversos artistas e é possível identificá-los em vários momentos. Como homenagem, o filme é um delicioso entretenimento e uma aula de cinema. Mas com certeza será esquecido dentro de poucos anos.
A ÁRVORE DA VIDA
É provavelmente o filme mais metafísico de Terrence Malick, um trabalho de recortes, um mosaico de representações e de símbolos. Em meio à exibição de dois momentos da vida do protagonista, a infância e a fase adulta, o diretor reconstitui o nascimento do universo e as diversas formas de vida da natureza. Esteticamente exuberante, parece tentar, através de suas belíssimas imagens, abarcar todos os sentimentos do mundo. Contando com uma fotografia linda de Emmanuel Lubezki e com fantásticos efeitos visuaiss, o filme poderia ser chamado de "O espetáculo da vida". Mas não é um filme de diálogos. A mãe, interpretada com uma sensibilidade maravilhosa por Jessica Chastain, é uma figura silenciosa. Pura representação do amor, ela tem uma relação íntima com a natureza, estando sempre em contato com ela. O pai, interpretado de maneira correta pelo sem-muita-expressão Brad Pitt, é a figura da autoridade. “A Árvore da Vida” é um filme bastante ambicioso. Com qualidades técnicas inegáveis e sensibilidade ao tratar de várias questões humanas, beira a excelência.
AS AVENTURAS DE TINTIM
A primeira animação de Spielberg já tem lugar garantido na lista dos melhores filmes de aventura do diretor. Em “As Aventuras de Tintim”, temos um Spielberg inspirado, que brinca com todas as possibilidades que a câmera digital lhe oferece. Os belíssimos travellings e planos-sequências, marcas do diretor, são abundantes e de uma extrema sofisticação. As sequências de ação são grandiosas e de tirar o fôlego e é impossível não reconhecer Indiana Jones em quase todas as cenas. Mas se não bastasse ser um filme de aventura impecável, também resgata, de certa forma, o gênero capa-e-espada, com vários combates memoráveis, o melhor deles entre Sir Francis Haddock (Andy Serkins, sempre ótimo) e seu arqui-inimigo Sakharine (Daniel Craig, também excelente) a bordo do navio Licorne. Spielberg, como uma criança diante de um brinquedo novo, parece se divertir com as possibilidades da animação. O longa se revela excelente em seus aspectos técnicos, na captura de movimentos, na qualidade da animação. Como era de se esperar, a trilha sonora de John Williams é fantástica (confesso que fiquei apreciando a música do filme durantes os créditos finais). Divertido, eletrizante, o filme é a oportunidade de ver Steven Spielberg em grande forma e de volta à aventura.
HISTÓRIAS CRUZADAS
Uma comédia (melo)dramática que não deixa de ser adorável, mesmo com seus tropeços. Isso se deve aos personagens humanos e encantadores que povoam sua narrativa. Destacando-se ainda pela caprichada direção de arte e figurino, o filme é uma coleção de grandes performances, embalada por uma história emocionante, e ainda se dá ao luxo de usar a participação especial da maravilhosa Sissy Spacek. Dominado por grandes atuações femininas, Viola Davis, comprova seu imenso talento ao fazer de Aibileen uma personagem que carrega a dor no olhar e que parece chorar mesmo quando não está. Octavia Spencer dá um show em cada cena que aparece, assumindo o papel mais cômico do longa. A jovem Emma Stone esbanja carisma e Bryce Dallas Howard está irreconhecível como a vilã do filme, em uma atuação impressionante. Jessica Chastain, que já havia feito um ótimo trabalho em “A Árvore da Vida” (2011), prova sua versatilidade e é, sem dúvida, uma das maiores revelações de 2011. Um drama delicado, mas nada original.
A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
O que esperar de um filme dirigido por um dos maiores diretores vivos do cinema sobre a sétima arte? Respondo: puro encanto. Martin Scorsese já havia provado em “O Aviador” (2004) sua maestria ao reconstituir a Era de Ouro de Hollywood. Em “A Invenção de Hugo Cabret”, emociona ao tecer uma bela homenagem ao mestre George Méliès. Uma homenagem a Méliès e uma declaração de amor ao cinema. É um filme feito para adultos que não têm medo de voltar a serem crianças e redescobrir o encantamento que a sétima arte pode provocar em nós. Uma aula de cinema e sobre o cinema. Scorsese não mede esforços para nos impressionar. Já na cena de abertura, através de uma fusão, ele faz engrenagens se transformarem na Place Charles de Gaulle (ou Place de l'Étoile) em Paris. Em seguida, através de um travelling de tirar o fôlego, que atravessa toda a estação Montparnasse, ele nos apresenta a Hugo, o herói da trama. Uma obra memorável, mas está longe dos grandes momentos do diretor.
por Antonio Nahud Júnior
