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sábado, 14 de julho de 2012

Even better than the real thing: Jamie Cullum

Depois de longo período de hibernação, a coluna Even Better Than The Real Thing está de volta em dose dupla. O talento da vez é o de Jamie Cullum, da safra do novo pop jazz. Esse menino tem a categoria e a musicalidade de deixar qualquer cantor de uh uh la la yeah de boca aberta pela capacidade de fazer uma música de ótima qualidade. Jamie já tem 6 CD's de estúdio e neles ele recheou com canções autorais e algumas versões.

Escolhi duas grandes versões desse moço. Uma delas é o típico exemplo de como transformar água em vinho ou como fazer uma canção pop de verdade. A versão de "Don't stop the music" de Rihanna deixa a original da descoberta de Jay Z no chinelo. Com uma classe e musicalidade perfeitas, Jamie revive a canção chiclete de Riri, tornando-a algo belo de ser ouvido e de ser agradecido por ter sido feita. Ou melhor, regravada. Com um piano de tirar o fôlego, Jamie destila todo seu talento para mostrar que boa música pode sim ser feita. Sem falar no ritmo que a música teme que realmente faz jus ao título da canção, que diz para não parar a música. Essa música te leva a mexer os pés sem querer e dá uma sensação de livres movimentos, levando a pessoa que sentiu literalmente o feeling da canção a sair rodopiando por aí. Rihanna, baby, senta no banquinho e aprenda direitinho como se faz!


Já a outra versão é a da clássica Everlasting Love, que já teve regravações de vários, dentre eles o U2, que também deu uma roupagem exímia à canção. Mas o tempero que Jamie colocou nela também é de se destacar. Tanto que ficou igualmente bela à feita pelos irlandeses. Nesse caso, o novo de Jamie veio a somar ao belo original da década de 60, sem deixar a usual classe musical que faz parte do estilo dele.





Por Sandra Martins.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Hoje é dia de Rock, bebê!

Jack e a ex-wife

Nada melhor para o dia do Rock do que celebrá-lo com moda e música! E para a festa ser completa, o post de hoje coloca a grande versão de Burt Bacharach feita pelo White Stripes "I just don't know what to do with myself" que ganhou um vídeo lindo em preto e branco dirigido por Sofia Coppola e estrelado por uma das modelos mais rockers: Kate Moss. Sem falar que Jack White tem um pé na moda, já que foi casado com a modelo britânica Karen Elson. Hora de ver Kate Moss e a pole dancing mais sexy do vídeo clipe.



Por Sandra Martins.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Prometheus: uma odisséia no espaço


Tá certo que todos os filmes de ficção científica que a gente veja vão ser inspirados em 2001: uma odisséia no espaço. O detalhe é como beber dessa fonte sem ser descarado ou sem ter identidade fílmica. E nesse caso, como o mesmo diretor faz um filme com referência de outro. Ridley Scott é famoso foi Blade Runner e Alien o 8 passageiro. E ele decidiu fazer outra aventura espacial com Prometheus, o filme que está dividindo mais opiniões do que a partilha da pipoca na sala de cinema.


Com uma abertura de encher os olhos de qualquer estudante de Geologia, o filme fala sobre a busca da imortalidade que seria dada pelos extraterrestres. Essa é a premissa inicial. Os outros pontos são o filosófico e as lutas internas para se conquistar algo desejado. A parte filosófica é a famosa questão do quem somos, qual nossa missão e para onde iremos, a origem de tudo que existe. A película começa a desenvolver essa ideia mas não se aprofunda, mas nem por isso o filme perde seu valor intelectual. Ele apenas levanta as questões, não encerra os pensamentos e deixa para que o próprio espectador tire suas conclusões.


A tão ávida busca pela imortalidade também é tratada no filme. O surpreendente personagem de Guy Pearce revela até que ponto uma pessoa pode ir e o preço que ela pode pagar para conseguir essa coisa utópica. Um outro ponto bastante comentado é a comparação entre Prometheus e Alien o 8 passageiro. Começando que o protagonista é uma mulher obstinada em se aprofundar em seu objeto de estudo, a segunda é que a história se passa no espaço e tem um extraterrestre que deseja exterminar a terra. Pronto, esse é o ponto pra todas as especulações e comparações iniciarem. A dica para ver esse filme é se desprender de toda e qualquer comparação e aproveitar a boa narrativa que nos é oferecida, embalada pelas belas imagens e efeitos especiais de encher os olhos.


O elenco também é outro ponto forte do filme. Quem se destaca mesmo é a Noomi Rapace, a Lisbeth Salander da versão sueca da trilogia Millenium. Ela faz uma Elizabeth Shaw forte, destemida, determinada e que faz um contraponto ao personagem de Chalize Theron, que também nos dá uma ótima interpretação no papel da comandante da expedição ao planeta alienígena. O personagem que se destaca tanto quanto a Noomi é o robô feito por Michael Fassbender. Com uma estrutura facial marcante e um talento latente, Fassbender faz um andróide perfeito, um quase humano que idolatra Lawrence da Arábia, copiando desde suas falas até a cor do cabelo e o penteado.

Scott teve coragem de fazer o que hoje se chama de prequel de Alien sem ser uma cópia de sua própria obra. Ele consegue criar uma outra narrativa que de alguma forma, acaba explicando e dando embasamento ao famoso Alien.


A impressão que me deu ao ver Prometheus é que Blade Runner e Alien devem ser vistos com olhos mais interessados e ver como as obras se conectam. Ainda em dúvida para ver? Aproveite que ele ainda está em algumas salas de cinema aqui na cidade e aproveite o sci-fi. Ele merece ser visto de verdade.




Por Sandra Martins.

Enjoy July: festas de julho!

Julho é o mês das férias e as pessoas pensam que não se tem muita coisa para fazer. Ao contrário! A programação é bem vasta e tem para todos os gostos. Esse é apenas um aperitivo do que vai rolar esse mês. Tem rock, show intimista e Frida Kahlo na parte I.





Por Sandra Martins.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O rock com piano continua!


E na sua melhor forma. Assim podemos definir o quarto álbum de estúdio dos ingleses do Keane. O ex-trio agora é um quarteto que conta com uma guitarra nos apoios. Digo apoios porque ainda o que temos é o belo piano do Tim no comando da melodia do Keane.

Strangeland confirma que o grupo não é daqueles que se encaixa na lista dos que fazem um ótimo disco de estreia e acabam decaindo. Com o passar dos álbuns, eles se sobressaem cada vez mais com canções belas e de qualidade. O Cd começa com a voz de Tom Chaplin na “you are young”, sem arranjos de introdução. Perfeito. A melhor forma de se iniciar o disco. Após a ótima abertura, temos o primeiro single: “Silenced by the night”, o tiro certeiro para apresentar Strangeland aos nossos ouvidos. Música com cara de hit dos bons. Depois vem “Disconnected”, o segundo single que tem uma letra que fala sobre as voltas que acontecem nos relacionamentos, os mesmos erros repetidos. Andando em círculos, um cego guiando o outro. Uma canção com melodia forte e marcante. Seguindo, temos “Watch how you go” e o terceiro single “"Sovereign Light Café", eletrizante, forte, bela e Keane na sua identidade. Com uma letra saudosista, a canção ganhou um vídeo com participação de ginastas. E um cenário de praia para complementar o clima da música. “On the Road”, “Starting line”, “Black Rain” são exemplos de letras de bom gosto associadas ao instrumental sempre competente. Elas falam de assuntos rotineiros sem ser clichê. Falar de amizade e amor sem ser piegas é complicado e o Keane faz isso com maestria, sem banalidades. “Neon river”, “Day Will come”, “In your own time” e “Sea fog” fecham a lista das 11 canções bem sucedidas do Keane.

Com esse álbum, a banda marca definitivamente seu lugar entre os bons nomes da música britânica. Arranjos bem executados, uma voz que evolui e uma energia enorme no palco são os trunfos do Keane. Se esse é o primeiro disco deles que ouve, vai dar vontade de descobrir os outros e se encantar com a produção esmerada desses rapazes. Quer ouvir música boa? Ouça “Strangeland” e agradeça aos deuses da música pela inspiração que eles deram aos ingleses.



Por Sandra Martins.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Flor de Manacá

A banda Manacá

Festival de música com bandas independentes é um prato cheio para ver muita coisa boa (e outras nem tanto assim). O MADA, quando tinha uma escalação de bandas indies pra ninguém botar defeito, nos dava pérolas musicais para encher os ouvidos. A organização parecia que escolhia a dedo quem iria tocar. Foi numa dessas que vi bandas como Columbia, Cabaret, Rádio de Outono, Móveis Coloniais de Acaju, Daniel Belleza e os Corações em Fúria, dentre outras ótimas.

Letícia no palco


Mas a banda que irei falar é a Manacá. Antes de contar porque ela foi a escolhida, vamos ao excelente show que eles fizeram no MADA. Lembro bem que o pessoal que assistiu ao show cantou as músicas que foram baixadas do Trama Virtual, especialmente Diabo, uma canção com influências do ritmo nordestino. O grupo se apresentou com uma vivacidade em parte dada à vocalista, Letícia Persiles. Ela encarnava uma personagem que tomava conta do palco com uma teatralidade ímpar. O Manacá acabou sendo destaque como uma das melhores apresentações do festival e Letícia ainda fez um dueto com Márvio da bada carioca Cabaret nesse mesmo festival.

Márvio (Cabaret) e Letícia no MADA.


E é de Letícia que vou falar. Qual surpresa minha ao vê-la em Capitu e mais ainda ao vê-la protagonista de novela. Aquela cantora que dominou o palco e o público natalense acabou trilhando um caminho que seria natural para ela: a interpretação. E Letícia provou que tem talento, pois ela ao mesmo tempo que era uma cantora com interpretação forte e visceral, pode dar vida a uma mocinha com ares de inocente apaixonar. E ainda colocou mais ressaca nos olhos famosos descritos por Machado de Assis.

Pena que a banda não existe mais. Mas aqueles que foram ao MADA e puderam ver um show de verdade, comprovaram que ainda havia um respiro de música boa sendo produzida. E que hoje, essa música de qualidade deu uma artista com a capacidade de transitar nos mundos da canção e da interpretação.



Por Sandra Martins.

sábado, 9 de junho de 2012

A rainha malvada e o caçador


Assim deveria se chamar a versão punk rock quase Tim Burton de Branca de Neve e os sete anões. Ou melhor, Branca de Neve e o Caçador, a outra versão do conto dos irmãos Grimm adaptada por Hollywood. Diferente da primeira versão que é pop, essa segue um rumo mais punk rock, um estilo gótico que cativa o espectador.


A história é sobre a famosa Rainha Má que deseja matar a Branca de Neve e decide contratar um caçador para cometer o ato. Até aí tudo normal, mas as circunstâncias que levam a Rainha a decidir matar a princesa não são somente a inveja pura, mas a concretização de um feitiço feito pela mãe de Ravenna (o nome da Rainha Má) quando ela ainda era criança. Esse tal feitiço só pode terminar ou continuar se ela tiver o coração da Branca de Neve. Aí que entra em ação o Caçador, vivido por Chris Hemsworth. Esqueça Thor e suas atitudes de menino mimado. Chris consegue se livrar mais de Thor do que Kristen de Bella. Ele interpreta um caçador bêbado que afoga as mágoas da morte da esposa no álcool. Sabendo desse ponto fraco, a Rainha Má o chantageia para matar a princesa. Só que ela não contava que ele se afeiçoasse pela Branca de Neve e rompesse o acordado.

A ação pega pra capar começa com todo gás quando o Caçador e a Princesa entram na Floresta Negra e enfrentam a magia que a floresta tem. E é nela que eles encontram os oito anões (sim, oito!) que decidem ajudar a princesa a enfrentar os poderes de Ravenna. O que faz desse filme um diferencial é o modo como o diretor resolveu dar vida ao conto infantil. Ele separou bem os dois mundos: o gótico escuro da Rainha Má e o colorido vivo da natureza quando a Princesa entra na floresta chamada de Santuário. O figurino de Ravenna é um espetáculo a parte, principalmente perto do final do filme, quando ela assume uma postura mais má e ganha contornos de pássaros negros em seu vestuário. Se você achar essas cenas parecidas com “Frozen” de Madonna, não vai ser mera coincidência, pois a referência ao clipe feito por Chris Cunningham é clara.





Mas o filme é da Charlize Theron, já que por mais que Kristen se esforce para ser uma princesa ativa e guerreira, ainda não tem as condições para duelar de verdade com Charlize, que apesar de começar a película como uma rainha botulínica, ao decorrer da trama, ela vai ganhando ares de rainha louca e obcecada pelo seu objetivo de conseguir o coração da princesa. Suas roupas escuras ajudaram ainda mais na composição do personagem e ela toma o filme para si, juntamente com os outros personagens secundários, como os anões.

Opa, e voltemos ao conto de fadas. Outro ponto interessantíssimo é o rumo que toma a conhecida love story da princesa Branca de Neve com o Príncipe Encantado, que são separados ainda crianças quando a Rainha Má mata o Rei pai da Branca de Neve e toma o reino, expulsando a maioria dos moradores. Aí eu pergunto: lembra do título do filme? Ah e não se preocupe, não chega a ser um spoiler destruidor de narrativas.

A lição de moral? Ainda há blockbusters bem feitos. Ainda há adaptações de contos de fadas bacanas. Eu fico me perguntando como seria se Tim Burton estivesse na direção, como seria o resultado.

Antes que esqueça: sim, há saída para a falta de tino de interpretação para Kristen Stewart: trabalhar com Lars Von Trier. Aí ela vai aprender a interpretar de verdade e se livrar da pálida e insossa Bella do vampiro Edward.

Por Sandra Martins.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Le mari de la coiffeuse

Uma história de amor fora do convencional. Assim é o filme "O marido da cabeleireira". Sem aqueles clichês previsíveis dos temas amorosos, a narrativa vai em cima da paixão desenfreada que o pequeno Antoine tem pela sua primeira cabeleireira. Por causa dessa paixão, ele define como objetivo de vida se casar com uma. O tempo passa e finalmente ele encontra o objeto de seu desejo e concretiza o seu sonho. Aí que começa o desenrolar da trama: a emoção forte que domina os dois, a calma de suas vidas, os clientes peculiares que aparecem no salão e a vida encerrada de um pelo outro.

Um ponto favorável ao filme de Patrice Leconte é a forma como é conduzido. O enlace amoroso mostra um senhor de quase meia idade apaixonado e cheio. de vida como o protagonista e não um galã efêmero do momento. A cabeleireira é uma bela atriz que ilumina a tela com uma mulher extremamente enamorada. Jean Rochefort e Anna Galiena dão aos personagens toda a voluptuosidade necessária e ainda criam uma atmosfera onírica no filme.

A fotografia é de um colorido perfeito, caindo como luva na história do casal. E as cenas são de muito bom gosto. Destaque para a que le petit Antoine dança em frente ao mar e aquelas em que ele brinca com seus amigos na praia. Sim, e a cena final em que o adulto Antoine dança no salão, enquanto conversa com um cliente. A revelação? O ator que faz o protagonista na fase de criança, Henry Hocking. O cinema tem a mão certa para descobrir talentos logo cedo. E esse garotinho encanta!



A trilha sonora é marcada pela música árabe que acompanha Antoine em toda sua vida, fazendo parte de todos os momentos importantes e definitivos de sua existência.

E ao fim da sessão da Coiffeusse, o corte sai muito bem. O filme é ótimo e tem uma reviravolta de tirar o fôlego daqueles que ainda achavam que era uma história comum. Opção de primeira para quem gosta de bons filmes com belas narrativas.


Por Sandra Martins.

domingo, 3 de junho de 2012

Arte por perto: Patrícia Sousa


A artista Patrícia Sousa.

O projeto Arte por Perto está na sua terceira edição e dessa vez, a artista escolhida foi Patrícia Sousa e suas aquarelas. Na exposição entitulada "Ser Nuvem", Patrícia mostrou um traço surrealista forte em suas pinturas. A inspiração para fazer as imagens surgiu quando ela decidiu retratar a forma humana sem ser uma cópia exata do corpo. Aí surgiram os olhos no lugar dos braços, a atmosfera onírica e as nuvens. A exposição foi incrementada com trilha sonora do Rosa de Pedra, Karina Buhr, Mestre Ambrósio dentre outros, sem falar no suco de uva e nos suspiros coloridos. Para a vista e para o paladar!






Achou interessante? As pinturas estão expostas na banca Arte por Perto, de Juliane Ataíde, que fica no camelódromo do Centro da Cidade. Sempre acontece aos sábados começando por volta das 9:30 da manhã.

Por Sandra Martins.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

These are the men in black!



Trilogia blockbuster hollywoodiana é um caso para se desconfiar da narrativa do filme. Mais precisamente de um que sucede outro não tão bom assim. Essa era a receita que Homens de Preto 3 poderia ter seguido. Poderia, mas não seguiu. O diretor Barry Sonnenfield decidiu fazer uma história para apagar de vez o Homens de Preto 2 e conseguiu uma terceira parte com todos os elementos: humor, criatividade, uma pitada de drama e claro, muita meleca.

A história toda acontece quando Boris, the Animal foge da prisão que fica na lua, decide voltar no tempo e matar o agente que decepou seu braço e o enviou para a prisão por 40 anos: o agente K. E para evitar que desgraça maior aconteça, o agente J também volta no tempo para tentar consertar os erros que foram cometidos ainda na década de 60, mais precisamente em 1969, no dia do lançamento da Apollo 11 no Cabo Canaveral. A partir daí, se desenvolvem ações e muitas piadas que se você não matou as aulas de história e geografia, vai entender muito bem. Ele também conta a origem da amizade e escolha de K por J para ser seu parceiro de trabalho. Muita coisa é explicada no filme e ao seu final, tem um toque de drama que pega os desavisados.

Mas o que mais me chamou a atenção no filme foi a boa atuação de Josh Brolin. Sabe aquele menino dos Goonies? Ele cresceu e fez um filme maravilhoso chamado Onde os fracos não tem vez. E caiu como luva nesse Men in Black 3 no papel do agente K mais novo no auge da década do rock e da moda. Além de ser parecido fisicamente com Tommy Lee Jones, ele mostrou um lado mais humano e alegre do sempre entufado K dos dias atuais. Sem falar também em Will Smith, que vestiu tão bem como em Men In Black 1 o uniforme da organização. E também temos a ótima participação de Emma Thompson como a agente O e paixão platônica de K. Sim, e mais uma vez temos um pop star como alienígena: Lady Gaga. No outro filme, o top E.T era Michael Jackson.

Na perseguição aos E.T’s, Homens de Preto 3 é uma boa diversão. Pode ser comercial, pode dar muito lucro, mas isso não tira o brilho que o filme tem, se igualando ou ficando até melhor que o primeiro da trilogia.


Por Sandra Martins.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Polanski para Prada

E Cannes nos dá uma grata surpresa: o cineasta Roman Polanski estreou um curta que conta com Helena Bonhan Carter e Ben Kingsley. Detalhe do curta: o figurino vestido por Helena é todo da Prada. A Therapy foi lançado nessa segunda feira e conta a história de uma sessão nada comum de análise. O projeto foi criado pela Prada e suas filmagens foram na sempre poética e inspiradora Paris. Além de dirigir, Polanski também colaborou com o roteiro. Agora é conferir o resultado dessa seleção escalada pela Prada!



Por Sandra Martins.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sexo, drogas e rave

São essas três palavras que definem o filme nacional Paraísos Artificiais, produção do diretor de Estamira, Marcos Prado. Rodado na Holanda, em Pernambuco e no Rio de Janeiro, a narrativa conta as experiências de 3 jovens vividos por Nathalia Dill, Luca Bianchi e Lívia de Bueno. Tudo começa numa rave em uma praia nordestina, quando os jovens se encontram e a partir daí a história se inicia. As mais loucas e fortes coincidências acontecem e deixam Erica e Nando juntos. Até aí você pode pensar que é um filme apenas sobre uma história de amor. Mas Paraísos Artificiais vai bem mais além disso. Ele é realista ao mostrar o consumo de drogas sintéticas nas festas rave, como ela afeta os que consumem demais e como ela dá o barato total. No entanto, o filme não segue a linha do "lição de moral". Ele apenas ilustra como os "doces" entraram de vez na vida de alguns jovens e como eles se destroem e morrem por causa da viagem que a droga causa.


Mas o que me chamou mais a atenção na película foi o trabalho de Nathalia Dill. Ela surpreende ao sair da linha mais certinha ao interpretar Erica, uma DJ que tem suas "viagens", um caso amoroso com a melhor amiga e ainda engravida numa noitada regada a sintética "gota". Isso sem falar nas cenas de sexo protagonizadas por ela, que ao meu ver, não foram gratuitas, mal feitas ou grossas. Com uma boa mão, o diretor soube dosar e deixar as cenas com qualidade, o que deixou os atores livres para sentir e vivenciar o que estava escrito no roteiro. Detalhe disso tudo é que o público natalense ainda não tem maturidade suficiente para ver tais cenas. Muitas pessoas na sala de cinema davam risadas e tratavam o filme como um Cine Privè da Band. Uma pena.

A revelação fica com os irmãos Nando e Lipe, que mostraram com boa interpretação todos os dilemas e dificuldades enfrentados por uma família que foi devastada pelas drogas. Nando é preso ao chegar da Holanda no Brasil por tráfico de drogas. E quando ele cumpre a pena e chega em casa, descobre que o irmão está andando com a mesma turminha de traficantes que ele andava e ainda por cima, Lipe está consumindo a droga. Essa é apenas uma das várias linhas que se entrelaçam para desenvolver toda a trama de Paraísos.



E ainda tem a trilha sonora. Ah, a trilha... muito boa, refletindo as pirações dos efeitos das drogas, caindo bem como música de fundo e fazendo com que os espectadores batessem os pés ao som do ritmo eletrônico.

Paraísos Artificiais é ótima produção nacional. Bem dirigido, com bom elenco e boa trilha sonora, ele consegue falar sobre as drogas sem ser moralista, falar de sexo sem ser hipócrita e ainda nos dar uma boa narrativa recheada com belas imagens.

Por Sandra Martins.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Projeto Vem No Sábado: Rita Machado



Mais uma movimentação cultural vem para agitar a podada cena potiguar: o projeto Vem No Sábado, organizado por Juliane Ataíde. Ele surgiu para fazer um intercâmbio das várias formas de arte, divulgar novos e consagrados talentos. A cada primeiro sábado do mês, um artista expõe seu trabalho ao som de boa música e regado com sucos naturais e ainda cerveja gelada. O Vem No Sábado é uma oportunidade de ver trabalhos de qualidade e ainda conhecer pessoas interessadas em discutir e propagar a cultura. Para essa edição do Vem no Sábado, foi exposto o trabalho da jornalista Rita Machado, que é composto pela arte fotográfica. Muita gente compareceu e pode apreciar o trabalho dela.

Rita Machado

O projeto acontece na banca de Juliane, a Arte Por Perto, que fica no camelódromo do centro da cidade. Além de divulgar as peças de outros artistas, ela também divulga a sua arte, que engloba desde caixinhas personalizadas, passando pelas bolsas artesanais e camisetas.


Projeto Vem no Sábado: Todos os primeiros sábados do mês no camelódromo da cidade, box 218, das 9:00 às 13:30.

Por Sandra Martins.



sábado, 5 de maio de 2012

Espelho meu

Esqueça aquele conto de fadas da Branca de Neve ao assistir “Espelho, espelho meu”. A história que todos conhecemos é sobre uma moça bonita que acaba virando praticamente uma empregada doméstica dos anões e como prêmio, acaba ganhando o amor do príncipe. O novo conto na versão do diretor Tarsem Singh ganha uma outra perspectiva: ele nos dá uma Branca de Neve diferente da usual. No começo, ela ainda segue a princesa abobalhada presa no castelo, mas há uma reviravolta e essa princesa acaba virando aliada do bando dos anões (que aqui são assaltantes que se assemelham ao Robin Hood). Sim, ela não é aquela pessoa sem sal. Ela ganha vida, vontade e força. Tem um treinamento que me lembrou o de Daniel San em Karatê Kid para se tornar uma da equipe dos anões. Fora que ela ainda duela com o príncipe, enfrenta os feitiços da Rainha Má Julia Roberts sozinha. Lily Collins fez uma Branca de Neve que quebra os estereótipos da historinha infantil e sai muito bem no papel. Outro destaque é o príncipe, vivido pelo ator Armie Hammer, que fez recentemente J.Edgar, e é um príncipe que tem seus bons momentos de comédia. E falando em comédia, a seleção dos anões é outro ponto positivo. Nada dos nomes originais, o único que ainda faz referência é o Riso, mas contamos com o anão Rambo, Napoleão dentre outros nomes bem curiosos.




O que realmente chama a atenção no filme é a forma como a trama foi conduzida, fugindo do machismo do conto original e seguindo a linha “princesa independente” que iniciou com o Alice de Tim Burton. Nesse, a princesa além de conseguir o reino de volta para o pai, ainda consegue se casar com o príncipe e se livrar da Rainha Má. É uma boa pedida pro programa vespertino, sem falar no detalhe que está na sessão das 15:00 no cinemark. Se você gosta de contos de princesas na telona, é uma boa chance de ver uma versão inusitada da menina da maçã.



Por Sandra Martins.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Even better than the real thing: Rolling Stones


Like a rolling stone - The Rolling Stones


Rolling Stones e Bob Dylan. O que eles tem a ver? Muita coisa, começando pela excelente versão do clássico de Dylan, "Like a rolling stone", que a banda de Mick fez. A música por Bob Dylan já era significativa e regravada pelos britânicos ficou mais bacana ainda. Seja pela referência direta ao nome da banda na música ou pela interpretação, a versão dos Stones ficou tão boa quanto a versão original. Outra coisa muito boa nessa música é o vídeo que os Stones fizeram. Eles chamaram o criativo Michel Gondry (conhecido pelos vídeos de Bjork) e Patricia Arquette para dar vida à personalidade mutante da canção. O clipe mostra a visão de uma pessoa desequilibrada e perdida, se refletindo na forma como a imagem é mostrada. Gondry mais uma vez acertou a mão e presenteou os Rolling Stones com mais um clipe que vai entrar para a galeria dos mais bacanas. Agora é assistir e ouvir a versão dos Stones e ver como se faz boas versões.


Por Sandra Martins.


sábado, 14 de abril de 2012

Belas parcerias de Whitney


Post naftalina! Duas canções ótimas e duas grandes parcerias. A diva Whitney Houston mais George Michael e Enrique Iglesias. Duas músicas dançantes e gostosas para qualquer pista de dança. Enrique sensualizando e George com sua classe de ícone pop. Vamos a bailar?

Whitney+George= If I told you that


Whitney + Enrique = Could I have this kiss forever


Por Sandra Martins.

sábado, 10 de março de 2012

Top 5 do Oscar 2012

Mais uma colaboração feliz para o blog. Dessa vez é do jornalista Antônio Nahud. Apreciador do cinema e blogueiro cinematográfico, ele escolheu o top 5 do Oscar desse ano. Num ano em que a premiação fez uma homenagem ao cinema, os destaques foram para A Invenção de Hugo Cabret e O Artista. Vamos ao top 5?

Por Sandra Martins.

O ARTISTA

O prêmio maior da cerimônia deste ano foi para um bom filme. Meu coração, no entanto, batia mais forte por “A Árvore da Vida” e adoraria tê-lo visto vitorioso. Nada mais inusitado do que fazer, em pleno século 21, um filme mudo e em preto em branco, enquanto grande parte da indústria cinematográfica está se rendendo a avanços tecnológicos como a evolução do 3D e do motion capture. O enredo é, em si, extremamente simples, pouco original e previsível. Mas isso pouco importa. A última preocupação do filme é soar original, ou melhor, no caso dele, ser original é justamente imitar um modelo "fora de moda". Desde a primeira sequência, Hazanavicius nos mostra que se trata de um filme de alto teor metalinguístico. O diretor faz uso de diversos recursos típicos do cinema antigo, nos brindando com ótimas gags visuais, sobreposição de imagens, utilizando com frequência a transição de íris (círculo), brincando com a iluminação, com os estilos e gêneros (indo da comédia pastelão ao melodrama e passando pelo aventura de capa e espada, e até mesmo pelo expressionismo alemão numa ótima sequência de sonho). O diretor francês prova não apenas gostar da era de ouro hollywoodiana, como também ser um profundo conhecedor da mesma. O filme faz referências a diversos artistas e é possível identificá-los em vários momentos. Como homenagem, o filme é um delicioso entretenimento e uma aula de cinema. Mas com certeza será esquecido dentro de poucos anos.

A ÁRVORE DA VIDA

É provavelmente o filme mais metafísico de Terrence Malick, um trabalho de recortes, um mosaico de representações e de símbolos. Em meio à exibição de dois momentos da vida do protagonista, a infância e a fase adulta, o diretor reconstitui o nascimento do universo e as diversas formas de vida da natureza. Esteticamente exuberante, parece tentar, através de suas belíssimas imagens, abarcar todos os sentimentos do mundo. Contando com uma fotografia linda de Emmanuel Lubezki e com fantásticos efeitos visuaiss, o filme poderia ser chamado de "O espetáculo da vida". Mas não é um filme de diálogos. A mãe, interpretada com uma sensibilidade maravilhosa por Jessica Chastain, é uma figura silenciosa. Pura representação do amor, ela tem uma relação íntima com a natureza, estando sempre em contato com ela. O pai, interpretado de maneira correta pelo sem-muita-expressão Brad Pitt, é a figura da autoridade. “A Árvore da Vida” é um filme bastante ambicioso. Com qualidades técnicas inegáveis e sensibilidade ao tratar de várias questões humanas, beira a excelência.

AS AVENTURAS DE TINTIM

A primeira animação de Spielberg já tem lugar garantido na lista dos melhores filmes de aventura do diretor. Em “As Aventuras de Tintim”, temos um Spielberg inspirado, que brinca com todas as possibilidades que a câmera digital lhe oferece. Os belíssimos travellings e planos-sequências, marcas do diretor, são abundantes e de uma extrema sofisticação. As sequências de ação são grandiosas e de tirar o fôlego e é impossível não reconhecer Indiana Jones em quase todas as cenas. Mas se não bastasse ser um filme de aventura impecável, também resgata, de certa forma, o gênero capa-e-espada, com vários combates memoráveis, o melhor deles entre Sir Francis Haddock (Andy Serkins, sempre ótimo) e seu arqui-inimigo Sakharine (Daniel Craig, também excelente) a bordo do navio Licorne. Spielberg, como uma criança diante de um brinquedo novo, parece se divertir com as possibilidades da animação. O longa se revela excelente em seus aspectos técnicos, na captura de movimentos, na qualidade da animação. Como era de se esperar, a trilha sonora de John Williams é fantástica (confesso que fiquei apreciando a música do filme durantes os créditos finais). Divertido, eletrizante, o filme é a oportunidade de ver Steven Spielberg em grande forma e de volta à aventura.

HISTÓRIAS CRUZADAS

Uma comédia (melo)dramática que não deixa de ser adorável, mesmo com seus tropeços. Isso se deve aos personagens humanos e encantadores que povoam sua narrativa. Destacando-se ainda pela caprichada direção de arte e figurino, o filme é uma coleção de grandes performances, embalada por uma história emocionante, e ainda se dá ao luxo de usar a participação especial da maravilhosa Sissy Spacek. Dominado por grandes atuações femininas, Viola Davis, comprova seu imenso talento ao fazer de Aibileen uma personagem que carrega a dor no olhar e que parece chorar mesmo quando não está. Octavia Spencer dá um show em cada cena que aparece, assumindo o papel mais cômico do longa. A jovem Emma Stone esbanja carisma e Bryce Dallas Howard está irreconhecível como a vilã do filme, em uma atuação impressionante. Jessica Chastain, que já havia feito um ótimo trabalho em “A Árvore da Vida” (2011), prova sua versatilidade e é, sem dúvida, uma das maiores revelações de 2011. Um drama delicado, mas nada original.

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

O que esperar de um filme dirigido por um dos maiores diretores vivos do cinema sobre a sétima arte? Respondo: puro encanto. Martin Scorsese já havia provado em “O Aviador” (2004) sua maestria ao reconstituir a Era de Ouro de Hollywood. Em “A Invenção de Hugo Cabret”, emociona ao tecer uma bela homenagem ao mestre George Méliès. Uma homenagem a Méliès e uma declaração de amor ao cinema. É um filme feito para adultos que não têm medo de voltar a serem crianças e redescobrir o encantamento que a sétima arte pode provocar em nós. Uma aula de cinema e sobre o cinema. Scorsese não mede esforços para nos impressionar. Já na cena de abertura, através de uma fusão, ele faz engrenagens se transformarem na Place Charles de Gaulle (ou Place de l'Étoile) em Paris. Em seguida, através de um travelling de tirar o fôlego, que atravessa toda a estação Montparnasse, ele nos apresenta a Hugo, o herói da trama. Uma obra memorável, mas está longe dos grandes momentos do diretor.


por Antonio Nahud Júnior

www.ofalcaomaltes.blogspot.com